A Floresta Encantada

Havia uma floresta distante do castelo de uma princesa chamada Aurora. Ela tinha grande atração pela natureza, mas, por proibição dos pais, não saía do castelo. Até que, um dia, não resistiu e decidiu sair.

Seus pais acharam estranho, pois o quarto da princesa estava muito silencioso — e isso era incomum, já que ela costumava cantar o tempo todo. Quando entraram no quarto para verificar se Aurora estava lá, não encontraram nenhum sinal dela. Desesperados, mandaram os soldados procurá-la na Floresta Encantada.

Enquanto isso, Aurora já estava há muito tempo dentro da floresta, e seria difícil encontrá-la, pois o lugar era imenso e misterioso. O rei e a rainha ficaram muito preocupados com a filha e temiam pelo seu destino.

A princesa explorava o local encantado até que encontrou um caminho secreto. Apesar de sentir uma estranha sensação de perigo, sua curiosidade falou mais alto. Seguindo sua intuição, acreditou que tudo daria certo.

Mas, ao chegar ao fim do caminho, deparou-se com um enorme monstro. Tentou correr, mas caiu e foi capturada. Quando os soldados finalmente a encontraram, ela estava presa em uma jaula.

O rei logo descobriu que o monstro era, na verdade, Roon, seu próprio irmão — que havia sido banido do reino por trair a família. Tudo o que Roon queria era tomar o trono em troca da liberdade da princesa.

Ao saber disso, o rei foi imediatamente até as profundezas da floresta.

— Roon, o que você quer em troca da minha filha? — Perguntou o rei, aflito.

— É simples, irmão. Quero o seu lugar no palácio! — Respondeu Roon, com um sorriso cruel.

O rei, com um mau pressentimento, disse: — Se é isso que você quer, farei o acordo.

Roon gargalhou alto: — Hahaha! O tolo do rei aceitou sem saber que tudo isso foi planejado desde o início!

— Como assim? — Perguntou o rei, suando frio.

— Ora, você nunca deveria fazer acordos com quem você não confia!

— Roon, devolva minha filha! Já lhe dei o que queria, agora nos deixe viver em paz!

— Não! — Gritou Roon. — Para ter sua filha de volta, terá que me enfrentar!

— Se é isso que quer, assim será! — Respondeu o rei, sacando sua espada.

Enquanto os dois lutavam, Aurora observava com o coração acelerado, e a rainha, no castelo, rezava por eles. Após uma batalha intensa, o rei derrotou o monstro com coragem e determinação.

— O monstro foi vencido! — Gritaram os guardas.

Aliviadas, a rainha e a princesa choraram de alegria, e todos voltaram ao palácio. Lá, foi realizada uma grande festa em comemoração à vitória do rei.

O monstro jamais havia sido derrotado por ninguém, mas o rei, com sua bravura e amor por Aurora, enfrentou-o sem medo e a salvou.

Durante a festa, Aurora notou algo curioso: um belo rapaz
dançava sozinho, com um ar triste e
melancólico.
Incomodada com a solidão dele, aproximou-se.

— Ei, você está bem? Quer dançar comigo? — Perguntou a princesa, sorrindo.

O rapaz respondeu, timidamente: — Sim, claro. Pode ser.

Eles dançaram a noite inteira. Mais tarde, sentaram-se para conversar.

— De onde você é? — Perguntou Aurora.

— Sou príncipe do reino vizinho. — Respondeu ele.

— E você já tem uma princesa? — Perguntou Aurora, com um sorriso curioso.

— Ainda não encontrei nenhuma digna do meu coração… até conhecer você. — Disse o príncipe, olhando-a nos olhos.

— Como assim, eu? — Perguntou ela, surpresa.

— Aurora, eu gosto de você há muito tempo. Sempre a via no palácio quando vinha visitar seu pai.

Aurora sorriu levemente: — Você gosta de mim, mas eu acabei de conhecê-lo.

— O amor verdadeiro não precisa de muito tempo, só de sinceridade. Você aceita ser minha noiva?

Aurora, um pouco confusa, mas emocionada, respondeu: — Sim! Aceito!

No dia seguinte, Aurora contou tudo aos pais.

— Como assim, minha filha? — Exclamou a rainha. — Você mal o conhece e já quer se casar!

Aurora respondeu: — Mas, mãe, ele sempre visitava o palácio. Eu o conheço mais do que parece!

O rei interveio: — Jenny, deixe a menina. Você se lembra de como foi conosco também!

A rainha suspirou e concordou: — Está bem, Jonny. Que sejam felizes.

No outro dia, foi realizado o casamento. Aurora estava ansiosa, sem saber ao certo se estava tomando a decisão correta, mas seguiu seu coração.

Príncipe Aly, você aceita Aurora como sua legítima esposa? — Perguntou o padre.

— Sim, aceito! — Respondeu o príncipe, com firmeza.

— Aurora, você aceita o príncipe Aly como seu legítimo esposo?

Por um instante, ela pensou: — Não sei muito bem… mas vou confiar no destino.

E então respondeu em voz alta: — Sim! Aceito!

Após a cerimônia, o casal viajou em lua de mel e viveu feliz para sempre.

Maria Isabela de França Lima

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