A Briga que Virou Amizade

Se eu tivesse o poder em minhas mãos, construiria pontes, não muros. Pontes para aproximar pessoas que, por algum motivo, se afastaram — como aconteceu na minha rua, onde dois meninos viviam brigando. Um acusava o outro de ter começado a confusão, o outro negava, e, no fim, ninguém lembrava mais qual tinha sido o motivo inicial. Restava apenas o hábito de não se suportarem.

Um dia, enquanto jogavam bola em lados opostos, a bola caiu no quintal de um deles. O dono do quintal pegou a bola e, para surpresa do outro, em vez de discutir, devolveu-a com um sorriso e perguntou:
— Quer jogar junto?

No início, o silêncio reinou. Trocaram passes sem dizer nada. Mas, pouco a pouco, começaram a rir das jogadas erradas, a brincar com as disputas e a perceber que tinham muito em comum: adoravam futebol, videogame e soltar pipa nas tardes de vento.

Foi assim que uma simples bola construiu a ponte que uniu dois meninos antes separados por um muro invisível. Descobriram que juntos eram mais fortes e muito mais felizes. Porque muros separam… mas pontes unem.

Francisco Gabriel de Lima Silva

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