O Guardião da Floresta

Em uma tarde, ao entardecer, um jovem de 19 anos chamado Rás encontrava-se em seu sítio, cercado por campos verdes, arbustos floridos e árvores altas, cujas folhas deixavam o ambiente mais escuro e misterioso. O canto dos pássaros ecoava suavemente, criando uma melodia natural que envolvia Rás como um abraço aconchegante, fazendo-o sentir-se em casa. Ele caminhava devagar, aproveitando o quão agradável era estar ali, como se cada passo o levasse a um estado de profunda tranquilidade.

Ao chegar à margem do rio, Rás se deparou com uma cerca de arame farpado que o separava de um curso d’água de correnteza forte. Ele parou por um instante para observá-lo e ouviu um barulho estranho, algo que nunca havia escutado antes. Seu coração disparou no peito, pois sentiu que algo inesperado poderia acontecer naquela tarde. No entanto, sua curiosidade superou o receio, e ele decidiu arriscar-se, atravessando a cerca.

Aproximando-se da beira do rio, Rás sentiu passos atrás de si. Ele paralisou e logo percebeu o suor escorrendo pela testa. Virou-se lentamente e avistou Alaric e Orion, dois jovens conhecidos por suas travessuras e provocações. Eles sorriam maliciosamente, zombando de Rás. Nada disso o intimidou; ele seguiu em frente. Precisava encontrar uma maneira de atravessar o rio sem ser levado pela correnteza, que estava muito forte.

Logo, Rás teve a ideia de criar um barco, utilizando gravetos das árvores caídas pelo chão. Depois de algum esforço, finalizou a embarcação, lançou-a na água e subiu nela. Enquanto Rás lutava para manter o equilíbrio, Alaric e Orion decidiram agir: jogaram pedras para derrubá-lo. Foi então que uma sombra imensa surgiu sob a água do rio.

Rapidamente, ele olhou para baixo e viu uma criatura enorme, coberta por escamas brilhantes, movendo-se em direção ao seu barco. Seu coração disparou ainda mais ao perceber que se tratava de um dragão aquático. O medo e a ansiedade se misturaram em seu peito, e ele fechou os olhos por um instante, tentando acalmar a mente agitada. Sabia que era um desafio que precisava enfrentar.

Ao abrir os olhos novamente, decidiu tentar estabelecer uma conexão com o dragão. Rás olhou fixamente para ele, enquanto a criatura balançava a cauda poderosamente, como se estivesse indicando uma saída. Ele percebeu que o dragão não era apenas um obstáculo, mas um guardião da natureza testando sua determinação. Com essa nova compreensão, Rás começou a remar na direção indicada pela criatura.

Ao entrar na passagem escondida entre rochas enormes, chegou a uma ilha misteriosa e exuberante, coberta por vegetação densa e banhada por uma brisa agradável. Ao se aproximar de uma árvore imponente, sentiu uma energia intensa pulsando através dela. Foi nesse momento que compreendeu qual era seu verdadeiro propósito: proteger a floresta e o rio.

Assim que Rás se preparava para sua nova missão como protetor da floresta, percebeu que Alaric e Orion não eram apenas provocadores. Eles também eram guardiões da natureza. Sua intenção era testar quem realmente merecia habitar aquele lugar sagrado.

Com a orientação do dragão aquático, Rás aprendeu os segredos da natureza e fortaleceu-se através de suas experiências. Agora, ele fazia parte de algo maior: um verdadeiro guardião da floresta e do rio, em harmonia com aqueles que dedicavam suas vidas à proteção da natureza.

Cícera Sheyla Pereira Nascimento.




Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *