Em uma cidade de São Paulo, os muros estavam em todas as partes, fazendo todos se separarem. Em todo bairro, as casas tinham muros altos — uma forma de se proteger, uma maneira de mostrar que ali era seguro para sempre.
Mas Maria, que cresceu nessa cidade, sempre achou que os muros pareciam mais uma prisão do que uma proteção. Ela não entendia para que tanto muro. Suas amigas e vizinhas viviam atrás deles, e ela sempre se sentia sozinha.
Certo dia, após uma tarde de muita chuva, Maria saiu para passear com seu cachorro e avistou um buraco no muro da vizinha. Por ele, conseguiu ver um lindo jardim: simples, mas com flores coloridas e bonitas. Maria ficou parada, admirando.
No outro dia, Maria teve uma ideia: em vez de ver o muro ser consertado, queria criar algo novo — uma ponte, por onde todos pudessem passar e se encontrar. Ela queria mais do que simplesmente derrubar os muros: queria criar um espaço onde as pessoas pudessem conversar, compartilhar momentos e se conhecer melhor.
Depois de pensar muito, o projeto das pontes começou a tomar forma. Em poucos dias, elas estavam prontas. As crianças passavam correndo, brincando de um lado para o outro.
Os adultos se encontravam para conversar sobre o dia a dia, trocando histórias e risadas.
Maria, com um sorriso no rosto, sentia-se feliz por ter realizado o que muitas pessoas queriam. Observava as crianças brincando, as famílias se aproximando, e via que tinha dado certo: as pessoas estavam unidas.
No fim, Maria sabia que, se tivesse que escolher entre construir muros ou pontes, escolheria sempre as pontes. Afinal, queria viver em um lugar de paz e conexões.
Maria Alicia Alves de Santana.
