O Ano em que o Céu se Calou
No ano de 1914, o céu do sertão se calou. Não trovejou, não chorou, não sussurrou sequer uma promessa de chuva. Os nordestinos esperavam o inverno como quem espera um parente querido, mas o tempo passava e o calor apertava o peito como ferro em brasa. A terra, antes teimosa e viva, abriu-se em feridas…