Maria Luyza Silveira Silva

Memórias da Madrugada

Era uma madrugada fria. O inverno havia começado. A chuva tamborilava em pingos grossos sobre o telhado, produzindo um som hipnótico, quase reconfortante. Acordei num sobressalto, sentindo um arrepio percorrer todo o meu corpo. O relógio sobre a escrivaninha marcava exatamente duas horas da madrugada, o que era estranho, afinal eu costumava acordar às sete….

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